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27 Fevereiro 2020

Doença terminal ameaça a produção de cítricos na América Central

“Quando a HLB chegar, o que temos que fazer é aprender a viver com a doença”, disse à AFP Xavier Euceda, coordenador do programa de combate a esta doença na Organização Regional Internacional de Saúde Agrícola (OIRSA).

A América Central dedica 703.900 hectares à citricultura nas mãos de cerca de 129.000 produtores.

A América Central dedica 703.900 hectares à citricultura nas mãos de cerca de 129.000 produtores.

O cultivo de citrinos, que gera 335.000 empregos na região, satisfaz a procura local e fornece produtos para exportação para os Estados Unidos, Europa e África.

El Salvador declarou uma emergência fitossanitária na semana passada por causa da doença, e agora toda a América Central enfrenta a ameaça desta doença, que tem o efeito de secar as árvores.

“Biologicamente não podemos dizer que vamos erradicar totalmente a doença de toda a América Central porque não é possível”, admitiu Euceda, um especialista que nos últimos cinco anos tem coordenado esforços para lidar com a HLB, uma doença que teve origem na Ásia e é conhecida como a doença do dragão amarelo.

Existem apenas duas formas de transmitir a HLB: através de um vector de insectos ou enxertando botões infectados.

Os sintomas são visíveis na planta entre seis e 12 meses após a infecção.

O dano que produz é uma diminuição do nível de açúcar da fruta, um aumento do nível de acidez e uma diminuição do tamanho e alteração da cor e forma da fruta, com a consequente redução do teor de caldo e seu impacto na qualidade da produção.

Efeito dominó

A doença é identificável porque as folhas e os frutos estão manchados. A planta, cujo rendimento é afetado, morre dentro de dois a seis anos, explicou Euceda.

A propagação da doença está relacionada com as alterações climáticas, disse ele.

Para mitigar o impacto econômico do problema, a OIRSA está treinando os citricultores da região para atender às plantações “com maior disciplina” e estar vigilante na hora de fertilizar, podar e verificar a qualidade do solo, disse Euceda.

Os primeiros países a ver a presença do huanglongbing foram Belize e Honduras, em 2009. Em 2010 se espalhou pela Guatemala e Nicarágua, e em 2011 chegou à Costa Rica.

A expansão não parou, e em 2016 foi detectada na província panamenha de Bocas del Toro, de acordo com os registros da OIRSA.

Os países têm feito esforços para diversificar a produção e instalar novas árvores frutíferas, no caso da Guatemala no limão persa, Honduras tem se concentrado em Valência laranja e abacaxi, e El Salvador tem concentrado seus esforços na produção de diferentes tipos de tangerina.

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